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Protestantismo Tupiniquim

Sobre a obra

Além do celebrado crescimento evangélico, devemos nos perguntar: o que cresce e para onde este crescimento nos leva? Gedeon Alencar, neste texto provocativo, nos apresenta uma série de questões fundamentais sobre esta relação, difícil, entre igreja e sociedade. Há 54 anos Richard Niebuhr com a publicação de seu livro “Cristo & Cultura”, abriu caminho para esta reflexão necessária e sempre oportuna, mas que no Brasil tem sofrido de lapsos de prioridade. Com "Protestantismo Tupiniquim” temos a oportunidade de recolocar na agenda do dia este debate necessário. Aqui temos um texto para concordar, discordar, debater e que, definitivamente, não o deixará indiferente. Vida longa a este debate!

Ziel Machado

Secretário da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos para a América Latina - CIEE

 

Endossos

“Num país que propicia tantas preocupações em seu curso natural, e que ainda abriga na religião cristã o crescimento dos evangélicos, tem muito para refletir. A estrutura dessas igrejas não é única, aliás, a diversidade é quase tão grande como na fauna e flora. As opiniões e posturas são variadas e não poucas vezes, opostas. Gedeon Alencar contribui muito nesse exercício de reflexão ao considerar as raízes e reflexos da cultura e da igreja, suas produções, e algumas análises curiosas, inteligentes e esclarecedoras. Reflexões sobre evangelho e cultura são uma necessidade crescente, e infelizmente, rara. Por isso mesmo, leitura indicada.”

Tais de Oliveira Machado

Psicóloga, é Secretária de Capacitação da  Aliança Bíblica Universitária

 

“Cristão pentecostal de acentuado senso crítico  eu pensei que isso nunca existisse... Até conhecer Gedeon Alencar! “Protestantismo Tupiniquim” era um rascunho quando o li pela primeira vez. Ele escreveu sem pensar na publicação. Achava arriscado. Sabe como é, não temos o costume de, no métier igrejeiro, seguir aquele mandamento de Jesus do “analise-se o homem a si mesmo”. Pois é justamente isso o que Gedeon, esse cabra da peste, crente, nordestino, assembleiano, faz com maestria, analisando com amor e uma verve toda dele os caminhos da nossa amada Igreja brasileira.”

Carlos Alberto Bezerra Jr.

Médico, pastor da Comunidade da Graça e vereador de São Paulo

 

“Esse livro vem bem a calhar, se considerarmos o momento político que estamos vivendo. Que diferença política pode fazer a cultura e o mundo intelectual dos escritores? Certos intelectuais, como o italiano Antônio Gramsci, que foi encarcerado pelo fascismo, já se faziam essa pergunta na época da guerra (entre outros como C.S. Lewis). Sua resposta não necessariamente cristã, mas bastante razoável é que os intelectuais são um estrato como outro qualquer da sociedade: dos lixeiros, dos caminhoneiros, dos bibliotecários, dos políticos, etc., que também têm a sua cultura e papel social muitas vezes esquecido: a da crítica a coisas que podem passar despercebidas à grande massa. E o intelectual orgânico, ou seja, o que funciona da maneira certa dentro do corpo social, é o que, além de ser intelectual, também se compromete com os interesses do que chama de “classe subalterna”. A meu ver, não se trata necessariamente dos sem-terra ou descamisados, mas também dos desiludidos com alguns abusos que se comete nas igrejas de hoje. A quem faz parte desse extrato, recomendo que não se escandalize com a sinceridade do autor e que leia o livro como uma auto-crítica, em busca da volta ao bom-senso no meio evangélico e a uma boa dose de cultura geral, afinal, quem é que gosta de ser chamado de “tupiniquim”. O mesmo vale para os letrados e todos aqueles que se encontram de fora desse grupo, mais conhecido por “evangélicos”, exceto, quem sabe, o escândalo da crítica, a que já deviam estar mais do que habituados. Peço escusas ainda aos marginalizados e excluídos da sociedade, que possam achar que o título seja alguma alusão pejorativa à cultura indígena. Tenho certeza de que o autor está bem longe de promover tal coisa e que o índio que teve a graça de ser alfabetizado na língua dominante por aqui também fará bom proveito dessa leitura.”

Gabriele Greggersen

Doutora em filosofia (USP), é professora da Faculdade Teológica Sul Americana, Londrina-PR

 

Sobre o autor

Gedeon Freire de Alencar é Mestre em Ciências da Religião (UMESP), diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos. É membro da Associação Brasileira de História da Religião, Associação de Professores de Missões do  Brasil e da Rede de Teólogos e Cientistas Sociais do Pentecostalismo na América Latina e Caribe.

PRÊMIO ARETÉ DE LITERATURA EM 2006 NA CATEGORIA APOLOGÉTICA